1ª Invasão / 2ª Invasão / 3ª Invasão

 

Antecedentes


O processo revolucionário francês durou vários anos. Napoleão em 1804, assumiu o poder
e conseguiu dominar uma grande parte da Europa;

O único país que mantinha uma resistência efectiva era a a Inglaterra;

A  21 de Novembro de 1806, Napoleão decretou o "Bloqueio Continental". No fundo Napoleão ordenava aos países europeus o fecho dos seus portos aos navios ingleses.

Portugal não aceita a ordem e mantém-se aliado da Inglaterra.

 

Napoleão Bonaparte

        Consequências

Perante a recusa portuguesa em aderir ao bloqueio continental, em Novembro de 1807, tropas napoleónicas, comandadas pelo general Junot, entraram em Portugal. Começavam assim as invasões francesas.

 


General: Junot (1771-1813)

Ano:1807D. João, Principe Regente, futuro D. João VI de Portugal

Principais Acontecimentos:

No ano da 1ª invasão quem governava Portugal era o príncipe regente D. João, filho de D. Maria I, pois a rainha tinha enlouquecido.

 

Para não serem capturados pelos franceses, a rainha e o príncipe regente partiram, a 27 de Novembro de 1807, para o Brasil. Foram acompanhados pela família real, magistrados, funcionários e por todos aqueles que decidiram ir "retirar-se" para o Brasil. Foram cerca de 15 mil pessoas que abandonaram o reino. Os 15 navios de guerra e os 20 navios mercantes que saíram de Lisboa rumo ao Brasil também levavam jóias, pratas, móveis, tapeçarias, livros e tudo o mais que foi possível carregar.

Embarque da família Real para o Brasil

 

O governo do reino passou para as mãos de uma Junta de Regência.

 

Quando chegou a Lisboa, Junot tomou algumas medidas que desagradaram aos portugueses, nomeadamente:

- a substituição da bandeira nacional, no castelo de S. Jorge, pela bandeira francesa;

- dissolveu a "Junta de Regência" e passou a governar em nome de Napoleão.

- distribuiu as tropas francesas pelo país, o que motivou uma série de excessos por parte dos soldados franceses como a destruíram culturas, incendiaram povoações, mataram pessoas e roubaram das igrejas, das casas e dos solares tudo aquilo que lhes pareceu ter algum valor.

Entretanto, tropas inglesas (nossas aliada e a quem Portugal tinha pedido auxílio) desembarcaram cerca de 9000 militares ingleses na praia de Lavos (próximo da Figueira da Foz).

 

Em Agosto de 1808, um exército anglo-português, comandado por Arthur Wellesley, atacou os franceses e venceu-os nas batalhas de Roliça (Óbidos) e de Vimeiro (Lourinhã).

 

Estas derrotas obrigaram Junot a pedir a paz e a assinar um tratado - Convenção de Sintra -, pelo qual se comprometeu a sair de Portugal com todas as suas tropas.

 

 

 

 

Arthur Wellesley

(05/01/1769 – 09/14/1852)


 

General: Soult (1769-1851)

Ano: 1809Foi inaugurada a 15 de Agosto de 1806, e era constituída por 20 barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial.

Principais Acontecimentos:

No entanto, Napoleão não desistiu de conquistar Portugal e em Março de 1809 deu-se a 2." invasão francesa, comandada pelo marechal Soult em direcção ao Porto.

Desta invasão há a registar o famoso desastre da ponte das barcas na cidade do Porto onde morreram milhares de pessoas afogadas.

Soult encontrou grande resistência e acabou por ter de abandonar Portugal.


 

General: Massena (1758-1817)

Ano: 1810Linhas de Torres

Principais Acontecimentos:

Em Julho de 1810, iniciou-se a 3." invasão francesa, chefiada pelo general Massena, que tinha fama de nunca ter sido derrotado.

Quando as tropas de Massena se dirigiam para Coimbra deu-se a célebre batalha do Buçaco. Nesta batalha, o exército anglo português provocou muitas baixas nas tropas francesas.

Porém Massena decidiu continuar e foi parado às portas de Lisboa pela famosas Linhas de Torres.

Terminavam assim as Invasões Francesas.